PROJETO RECICLAGEM VOLUNTÁRIA (“Copy left”: sem nenhuma propriedade intelectual, permitido copiar e espalhar!)
O que é
O projeto busca promover a coleta seletiva no ___(nome do condomínio)________________, localizado à ____________________(endereço do condomínio)_________________________, por meio de contato com a Cooperativa ASMARE. A ASMARE poderá recolher, sem nenhum ônus, os materiais recicláveis a serem reunidos pelos condôminos e gerados em seu cotidiano, mediante doação feita voluntariamente (quer dizer, irá aderir à coleta somente quem se interessar em participar) dos materiais diversos presentes no lixo doméstico que podem ser reciclados no âmbito da ASMARE – papel, metal e plástico (vidro e borracha infelizmente não entram na lista da ASMARE).
Ações necessárias para a implementação da coleta seletiva voluntária
- Contato com a Cooperativa Asmare, que poderá vir ao ______(nome do condomínio)_______ uma vez por semana, em dia e horário a combinar, SEM COBRAR NENHUM TIPO DE TAXA, para recolher as doações dos materiais recicláveis “papel”, “metal” e “plástico”. Esses materiais serão reunidos voluntariamente pelos condôminos. A condição para a vinda da Asmare ao condomínio é que o veículo (uma kombi) que virá recolher as doações de recicláveis possa ser totalmente preenchido com esses materiais – a kombi “vazia” inviabiliza a coleta semanal. AINDA ASSIM, é possível que a coleta seja também quinzenal ou mensal, nos casos em que o volume dos materiais não completar o volume da Kombi. Contato do Setor de Coleta da ASMARE: (31)3295-5615.
- Disponibilização de informações e instruções aos condôminos sobre como encaminhar esses materiais passíveis de serem doados à Cooperativa ASMARE (modelo contendo essas informações e instruções segue abaixo);
- Aquisição pelo condomínio de containers e disponibilização de local onde os containers possam ser instalados, para que os moradores possam alocar suas doações até que a ASMARE venha recolhê-las. ATENÇÃO: A AQUISIÇÃO DO CONTAINER NÃO É PRÉ-REQUISITO PARA A RECICLAGEM! A COLETA SELETIVA NÃO DEPENDE DE DISPONIBILIZAÇÃO DE CONTAINER PELO CONDOMÍNIO, E SIM DA AÇÃO DOS CONDÔMINOS EM PROL DA SUA APLICAÇÃO!!!
Curiosidade: idade de decomposição dos materiais (fonte: ASMARE)
- Papel: 3 a 6 meses – Latas de Alumínio: 200 a 500 anos
- Plástico: mais de 100 anos – Palitos de fósforo: 6 meses
- Filtro de cigarro: 5 anos – Madeira pintada: 13 anos
- PET: mais de 80 anos – Metal: mais de 100 anos
- Tecidos: de 100 a 400 anos – Borracha: indeterminado
- Vidro: mais de 4000 anos
COLETA SELETIVA VOLUNTÁRIA NESTE PRÉDIO (direcionado aos condôminos)
Quem pode participar?
- Todos os condôminos que tenham interesse em encaminhar resíduos gerados no seu cotidiano que acabam indo parar no lixo comum, mas que poderiam ser reciclados. A ADESÃO É VOLUNTÁRIA, E A COLETA DE LIXO TRADICIONAL CONTINUARÁ SENDO FEITA NORMALMENTE, DIARIAMENTE, TANTO PELOS FUNCIONÁRIOS DO CONDOMÍNIO QUANTO PELA PREFEITURA.
Onde os containers de reciclagem serão instalados?
- Os três containers aptos a receber papel, plástico e metal estarão localizados no ____________________________________________________. Os recicláveis serão doados para a Cooperativa ASMARE. Importante: a ASMARE não recolhe vidro nem borracha.
Qual a periodicidade da coleta? Posso encaminhar meus recicláveis para os containers diariamente?
- Os recicláveis poderão ser encaminhados diariamente para os três containers (um para papel, um para plástico e um para metal), e a coleta será feita pela ASMARE semanalmente, sem nenhum ônus para este Condomínio.
E se o lixo reciclável começar a atrair insetos e outros incômodos?
- A experiência e as evidências mostram que, SE OS RECICLÁVEIS PASSÍVEIS DE SEREM ENCAMINHADOS À COOPERATIVA ASMARE FOREM HIGIENIZADOS DA FORMA CORRETA (instruções do que e como reciclar seguem aqui), DE FORMA A RETIRAR DELES TODO E QUALQUER RESÍDUO DE COMIDA, GORDURA E/OU ÓLEO, o armazenamento semanal não atrairá insetos e não causará nenhum incômodo. SENDO ASSIM, AO ADERIR À RECICLAGEM VOLUNTÁRIA, O CONDÔMINO DEVERÁ ESTAR CIENTE DO QUE PODERÁ SER ENCAMINHADO À RECICLAGEM DA ASMARE E DE COMO ESSES MATERIAIS DEVERÃO SER HIGIENIZADOS.
Que materiais recicláveis poderão ser encaminhados para a reciclagem voluntária?
- papel;
- plástico;
- metal.
Atenção:
1) A ASMARE NÃO recolhe vidro nem borracha!
2) Antes de encaminhar os resíduos (papel, plástico e metal) para os containers de reciclagem é preciso higienizá-los, de forma a não atrair insetos e outros incômodos. AS INSTRUÇÕES PARA HIGIENIZAÇÃO DOS RECICLÁVEIS ESTÃO AQUI.

Na foto, o Porquinho, que acaba dando uma destinação mais nobre aos resíduos da burguesia-sul de BH, mesmo sem a colaboração dela (o Porquinho e seus colaboradores, que não estão filiados a nenhuma associação, catam recicláveis nas ruas).
Veja também:
- Conheça os endereços dos pontos de coleta seletiva de entrega voluntária em Belo Horizonte
- Aprenda como descartar lâmpadas fluorescentes quebradas
- Reportagem especial: Agrupamento de catadores em associações e cooperativas pode ser saída para a exclusão social (publicação na qual a reportagem foi publicada contou com o apoio do Governo do Estado de Minas Gerais)

mto bacana a ideia! serve também para empresas! vou dar a dica lá no meu trabalho!!
Muito bom esse trabalho. Sou estudante de Arquitetura e Urbanismo e estou pesquisando para um trabalho da faculdade onde tenho que fazer uma intervenção urbana no meu quarteirão. Quero fazer o projeto de coleta seletiva dentre outros aqui no baiiro Lindéia, regional Barreiro. Qual o caminho que devo seguir?
Olá!
Bem, o que fiz na região onde moro foi:
1) escolher as ruas/quarteirões onde serão contemplados prédios e casas e colocar essas informações em uma planilha simples, de Excel.
2) disponibilizar uma cópia do projeto completo (*) aos síndicos desses prédios , e para cada condômino (no caso de casas, só é necessário o projeto completo), entregar um pequenino panfleto (em uma folha A4 cabem vários panfletinhos, é só formatá-los no computador, imprimir, tirar xerox e recortar, um a um – a papelaria pode disponibilizar o cortador) com os seguintes dizeres:
COLETA SELETIVA NO SEU PRÉDIO
Prezados moradores,
o seu condomínio foi contemplado por um projeto de reciclagem que contém dicas, sugestões e instruções que ensinam o passo-a-passo para que a coleta seletiva seja implementada aqui, e o recolhimento do lixo não acarretará em nenhuma taxa.
Informe-se com o seu síndico e saiba mais!
Se no prédio houver porteiro, é só pedir para que ele encaminhe o projeto completo ao síndico e um panfletinho para cada morador. Se não houver, isso tem que ser feito “manualmente”. Para cada projeto/panfletos entregues nos prédios/casas, marcar na planilha (marcar também os domicílios fechados e possíveis ocorrências, como “recusou-se a receber” – isso nunca aconteceu, mas pode ocorrer).
3) É preciso explicar, rápida e minimamente, do que se trata o projeto (palavras-chave: “reciclagem gratuita”, “ajudar o meio ambiente”), e é preciso também ter paciência e força de vontade para fazer isso, porque, sabe-se, é muito difícil mudar comportamentos, principalmente aqueles que envolvem a necessidade grande (e urgente) de mudança de paradigma. Mas é preciso ter em mente também que só arregaçando as mangas é que as chances de êxito serão possíveis. Não há vitória sem luta!
Boa sorte!
Abraço,
Carolina Brauer – editora do Blog da Brauer
(*) posts “Modelo de projeto para implementação da coleta seletiva no seu prédio”, disponível em http://carolinabrauer.wordpress.com/2011/04/17/modelo-de-projeto-para-implementacao-da-coleta-seletiva-no-seu-predio-em-bh/ , e “O que e como encaminhar para a reciclagem”, disponível em http://carolinabrauer.wordpress.com/2011/04/17/o-que-e-como-encaminhar-para-a-reciclagem/ – os dois posts contêm instruções claras de todo o processo, relativamente simples)
INSTRUÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE COLETA SELETIVA VOLUNTÁRIA
EM QUALQUER LUGAR
- Procurar, na região onde você mora, a partir de uma pesquisa no google, por exemplo, alguma cooperativa e/ou empresa que trabalhe com reciclagem e que aceite doação e/ou que queira comprar material reciclável. Após entrar em contato, descobrir se essa cooperativa e/ou empresa se dispõe a vir recolher esses recicláveis que serão doados (de preferência, gente! Vamos doar em vez de vender, esse pessoal que trabalha com reciclagem faz é um favor para nós, que geramos o lixo e não estamos nem aí!!!), sem nenhuma cobrança de taxa (isso é importante, já que alguns condomínios não se dispõem a pagar pelo serviço de recolhimento), e quanto de material será preciso ajuntar para que a empresa/cooperativa venha buscá-los. Descobrir também a periodicidade dessa coleta;
- Procurar, na região onde você mora, a partir de uma pesquisa no google, por exemplo, alguma empresa que venda artigos para condomínios. Geralmente, essas empresas vendem latões de plástico, com tampa, daqueles BEM grandes, que podem ser usados como containers. Ou ainda, procurar por empresa que comercialize containers para reciclagem. Solicitar orçamentos diversos, para saber qual é a melhor relação custo/benefício;
- Depois de feito esse levantamento de informações, para saber sobre os orçamentos dos containers e sobre as informações junto à cooperativa/empresa de reciclagem, procurar o síndico geral do condomínio, e também os subsíndicos dos blocos, de posse do projeto com o passo-a-passo para a implementação de coleta seletiva (completo, contendo “instruções para síndicos”, “instruções para condôminos” e “instruções para triagem e acondicionamento dos materiais a serem reciclados”), disponível no “Blog da Brauer”, para falar sobre a “implementação do projeto de reciclagem voluntária no condominio”. Além do projeto completo, entregar ao síndico e aos subsíndicos os orçamentos previamente feitos por você sobre preços e tipos de containers (ou recipientes quaisquer) e as informações recolhidas a partir do contato prévio com a cooperativa/empresa de reciclagem, sobre periodicidade da coleta e sobre o que pode ser encaminhado para a reciclagem. Adaptar as informações do projeto disponibilizado no Blog da Brauer às informações coletadas na sua região (nome da cooperativa, fones de contato, periodicidade da coleta, etc.);
- Dizer aos síndicos que o único gasto do condomínio será a aquisição de containers (cujos orçamentos já terão sido feitos) que possam abrigar os reciclados, enquanto eles não sejam enviados à doação. Afinal, você já terá levantado as informações necessárias para que a cooperativa/empresa venha ao condomínio recolhê-los, sem nenhum ônus, e já saberá quanto de material é preciso ajuntar para que a cooperativa/empresa venha recolhê-los. Você já terá ciência também do que a cooperativa/empresa recolhe ou não recolhe e de quanto em quanto tempo isso é feito. Sendo assim, o único trabalho que os síndicos terão é o de entrar em contato com a cooperativa/empresa de reciclagem previamente contatada por você e de solicitar essa coleta, e o de adquirir containers (ou recipientes quaisquer que possam abrigar os reciclados ajuntados pelos moradores do condomínio, enquanto eles não sejam recolhidos pela cooperativa/empresa de reciclagem) e de disponibilizar locais onde esses containers possam ser colocados.
- Após isso, os síndicos deverão disponibilizar informações a todos os condôminos sobre onde ficarão instalados os containers (ou recipientes quaisquer, como latões grandes de lixo, de plástico), e sobre como triar, higienizar e acondicionar esses materiais recicláveis que são gerados no cotidiano mas que vão parar no lixo, poluindo, degradando e destruindo o meio ambiente;
- Ressaltar que é preciso que seja dada publicidade a essas informações junto à toda a comunidade do condomínio, inclusive funcionários do condomínio;
- Ressaltar que o projeto está pronto e é gratuito, que basta que eles se disponham a implantá-lo;
Quando se fala sobre “aquisição de containers” sugere-se que o condomínio possa tomar a frente dessa iniciativa e adquirir containers – uma espécie de baú, que pode ser grande ou não, depende da demanda -, que dá no mesmo do que aqueles lixões de plástico bem grandes, sabe? No entanto, não importa que recipiente será, contanto que seja um no qual caibam os materiais a serem encaminhados para a reciclagem. Esse será, em tese, o único gasto necessário para o condomínio, qual seja, a compra dos recipientes para alocar os recicláveis, até que eles sejam encaminhados à reciclagem. De fato, será preciso imprimir e tirar xerox das folhas contendo as informações sobre a iniciativa, sobre como proceder para encaminhar os recicláveis para os recipientes (ou containers) do condomínio e, principalmente, sobre as instruções de como triar, higienizar e acondicionar os materiais recicláveis nesses containers. Mas esses gasto serão irrisórios, diante dos benefícios que a iniciativa trará.
Ainda assim, mesmo com um projeto todo pronto entregue “de mão beijada” contendo o passo-a-passo completo sobre como proceder, mesmo com os contatos todos feitos previamente junto à cooperativa/empresa de reciclagem e às empresas que comercializem containers, não há garantias de que o síndico vá aderir a essa ideia.
E isso nem importa, o que vale é não desistir e a própria pessoa interessada começar a reciclar. Não existe coleta seletiva na sua cidade? Não importa, recicle você na sua casa, armazene os reciclados em alguma sacolona plástica e os encaminhe a algum ponto de entrega voluntária de recicláveis (pesquise no google, corra atrás!).
Basicamente, para implementar a coleta seletiva em qualquer lugar, basta apenas que a pessoa que gere o resíduo disponha-se a passar por uma mudança de paradigma, a saber: é preciso parar de ver aqueles materiais como “lixo”, somente. Afinal, jornal, papel, plástico, latas diversas, garrafas de vidro, embalagens tetra pak (aquelas de leite e/ou sucos) e tudo o mais o que pode ser encaminhado para a reciclagem não merece ir parar na “montanha de lixo”, nos aterros.
Isso porque esses materiais podem se tornar matéria-prima para a produção de novos insumos e mercadorias sem que seja preciso devastar o meio-ambiente para buscar novamente matéria-prima não-proveniente de recicláveis nessa produção. Também, porque os aterros e lixões causam uma série de impactos negativos no meio ambiente e já estão abarrotados. Além disso, a reciclagem é fonte de renda exclusiva para inúmeras famílias, que de outra forma se veriam obrigadas a buscar seu sustento no lixão (como muitas vezes ocorre…) ou na mendicância, na prostituição, no submundo do crime, nas drogas…
Ou seja, algumas vezes as pessoas terão que triar e higienizar o que antes iria parar no lixo, e isso requer uma mudança cultural no dia-a-dia, na qual a pessoa precisa passar a questionar a própria “cultura do descartável”… mas, tão logo essa mudança de paradigma tenha-se operado na vida da pessoa, tudo ficará tão fácil e automático, e a própria pessoa passará a não conseguir mais destinar o que for passível de reciclagem ao lixo comum…Sei que isso é muito difícil, mas, ao “vender” a ideia para os síndicos, utilize as palavras-chave “respeito ao meio ambiente”, “doação a cooperativas de reciclagem” ou “venda a cooperativas de reciclagem”, etc, que aumentam as chances de êxito.Sem luta, não há vitória!
Boa sorte, abraço,
Carolina Brauer – editora do Blog da Brauer